segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MÚSICA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA VERSUS HINOS TRADICIONAIS


João Wilson Faustini

Vemos claramente no dia de hoje, em quase todas as igrejas, de todas as denominações pelo mundo afora, pelo menos dois grupos de pessoas, muitas vezes apaixonadas e polarizadas, em uma verdadeira disputa sobre quais os tipos de musicas que devem ser usados nos cultos: a musica cristã contemporânea, muitas vezes chamada de gospel aqui no Brasil, (embora na realidade a musica gospel seja outro tipo de musica) ou a musica ou hinos tradicionais.
É muito difícil fazer uma avaliação justa e equilibrada sobre qualquer estilo de musica que é usado na igreja.
Muita coisa boa veio através dos cânticos menos formais e mais espontâneos que têm surgido nos últimos 30 anos na igreja. Mas há também muita riqueza que nos foi legada no passado, que não podemos simplesmente ignorar ou lançar fora.
Como muitos pastores e lideres musicais, tenho falado muito sobre esse assunto em todos os seminários, tenho feito palestras, escrito artigos, apostilas, livros e partituras. A musica, que normalmente uniria as pessoas, está na realidade dividindo as igrejas de uma forma nunca vista! Mas posso dizer com tranqüilidade, que continuo estudando esse assunto, e tenho me preocupado bastante. Esta disputa continuará, e sem dúvida, e cada vez mais cerrada. Tenho aprendido a ser mais flexível, e muitas vezes até me surpreendo com algumas gemas preciosas que surgem vez por outra, no meio de muita musica inútil e até perniciosa, que existe por aí.

As coisas que realmente me preocupam muito são:
1. O comercio
Segundo um artigo exposto no Wikepédia sobre a Musica Cristã Contemporânea no Brasil, este é o único segmento que cresce em todo o mercado fonográfico. Segundo a ABPD, (Associação Brasileira de Produtores de Disco) é o segundo gênero mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Pop Rock.
É um mercado pungente com um poder econômico que movimenta de R$ 1,5 bilhão até R$ 3 bilhões anualmente! A gravadora Line Records, por exemplo, cresceu 156% em faturamento só no ano de 2008, segundo um estudo feito pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.) 
O mercado evangélico cresceu 30% no ano de 2009. Enquanto a industria fonográfica secular tem encolhido 20% ao ano, o gospel cresce 30% ao ano.
Temos visto noticias de diversos cantores não evangélicos que estão procurando fazer musica gospel para entrar neste rendoso mercado!
A revista Veja chegou a classificar o segmento de musica gospel como um mercado que não conhece crise”, por ser pouco afetado pela pirataria moderna e pelo compartilhamento de mp3 na Internet.
Muitos dos cantores gospel seguem os mesmos métodos de gravação, produção, de linguagem popular e de distribuição que os cantores seculares. Recentemente a Som Livre se interessou em distribuir os CDs e DVDs do grupo Diante do Trono, o que significa que os produtos desse grupo estarão em prateleiras de venda que nunca estiveram antes. Essa tendência do mercado secular fechar contratos de distribuição com gravadoras de musica gospel está afetando cada vez mais o mercado, simplesmente pelo motivo da boa venda e pelo grande poder econômico deste gênero musical. 
Os grupos que não têm distribuidoras próprias para os seus discos, procuram vendê-los nas igrejas onde se apresentam, ou passam a investir em eventos cristãos, shows, conferencias e congressos de Adoração, afim de divulgar suas gravações, como acontece com o grupo Chevrolet Hall.

Preocupa-me:
2. A Finalidade
Embora muitos grupos ou cantores sejam sinceros, e se propõem a fazer um trabalho de ministério, muitos acabam na realidade se tornando verdadeiros empresários comerciais, envolvidos em um mercado que visa grandes lucros e a qualquer custo. A tentação é muito grande, e como o atrativo financeiro é descomunal, muitos deles acabam se tornado estrelas e celebridades, enquanto o ministério se torna apenas uma fachada
Preocupa-me a perda da nossa
3. Identidade Cristã
Não é saudosismo, mas antigamente era fácil de se identificar os crentes, pelo tipo de musica que cantavam. O canto religioso era algo diferente do que se ouvia fora das 4 paredes do templo. Hoje não há mais diferença. A justificativa de querer alcançar o mundo com a linguagem do mundo é muito polêmica. 
Até mesmo os grandes lideres da Reforma, como Lutero, Calvino e outros, não hesitaram em usar musicas populares conhecidas, para serem cantatas com textos religiosos. Naquela época, porem, as diferenças dos estilos sacro e profano eram bem sutis, e as musicas que foram usadas por eles eram sóbrias e reverentes, o que não acontece hoje em dia, pela associação tão visível com estilos de roqueiros e ídolos artistas populares, muitos dos quais totalmente envolvidos em drogas e sexo, que freqüentemente morrem ou se suicidam ainda jovens.

Cristo disse que devemos ser luzes, e que nossa luz precisa brilhar onde há trevas. 
Paulo descreve que nas regiões celestes, vamos ouvir aquilo que o ouvido nunca se ouviu!! (I Cor 2:9) Escrevendo aos Coríntios ele deixa claro que não há harmonia entre Deus e o maligno e escrevendo aos Efésios nos lembra que, em Cristo, já habitamos as regiões celestiais. (Ef 2:6-7) ) Nossa musica precisa refletir e soar agora, para o mundo ouvir a beleza e a harmonia desse ambiente glorioso e solene da presença de Cristo!

Preocupa-me:
4. O abandono à nossa rica tradição
Concordo plenamente que usemos musicas novas, cânticos de nossa terra e de irmãos de outros países. Mas não podemos ignorar, ou lançar fora a maravilhosa herança que recebemos através dos séculos, a partir da igreja primitiva. Cânticos de teologia rica, que solidificaram tudo o que cremos hoje, por terem sido inspirados na Bíblia, não podem ser esquecidos! Alem disso, esta é uma responsabilidade que esta geração tem, que é a de passar para os nossos filhos e netos, todas as coisas boas que recebemos dos nossos antepassados!

Preocupa-me:
5. A falta de uma teologia solida no papel didático nos cânticos
Os próprios teólogos afirmam que o povo aprende mais teologia e Bíblia através dos cânticos do que através dos sermões que ouve nos cultos. Se isto é verdade, então precisamos ter muito cuidado ao fazermos as escolhas dos cânticos. O pastor local deve ser o responsável para verificar o conteúdo teológicos dos textos, e zelar para que o povo não seja apenas expectador, mas que participe dos cânticos, para expandir e solidificar o seu conhecimento a respeito da sua fé.

Preocupa-me:
6. A falta de um treinamento musical e geral adequado (Teoria, Harmonia, Técnica Vocal, Historia da Musica, Português, etc)
O Espírito de Deus se manifesta muitas vezes através da musica e de suas palavras. Os profetas dos tempos bíblicos profetizavam ao som de instrumentos. Os poderes da musica são paradoxais, isto é, opostos. A musica tanto serve para nos encher do Espírito de Deus como serve, para nos encher dos espíritos do Maligno. Um exemplo bíblico disto ocorreu no tempo de Davi, que afugentava o espírito mau de Saul, com o toque de sua harpa solene. 
É verdade que Deus pode usar as coisas “que não são” para confundir as que “são”. Mas isto não é justificativa para o nosso louvor ser musica barata e pouco estética, porque nunca fizemos um curso serio e adequado de musica. Nem para cometermos erros terríveis em nossa língua. 
Cantamos que Deus é digno. Ele é digno do melhor louvor. Do louvor que nos custe algo de esforço, de preparo, de esmero, de capricho. Ele é merecedor e espera sempre o melhor de nós, como tantos exemplos bíblicos que conhecemos, das primícias, do filho primogênito. Alem de tudo, Ele merece um coração que lhe preste culto com simplicidade e pureza.

Preocupa-me:
7. A falta de reverência nos cultos
É o resultado claro da soma de tudo que falamos:
Nossa adoração tem de ser alegre, cheia de vida, mas em geral vemos muito exagero.
Em nossos dias há muito som ensurdecedor e muito ruído, o que dificulta muito uma introspecção profunda, necessária para um auto-exame e reflexão, no culto. No Velho Testamento há muitas passagens que falam a respeito da importância do silencio na casa de Deus (I Reis 6:7), (Hab. 2:20) Alem disso, segundo Paulo, a nossa moderação deve ser conhecida por todos! 
A musica pode criar ambientes de alegria e exultação, mas há muita euforia presente no culto que pode na realidade estar nos satisfazendo fisicamente, mas pode não estar glorificando a Deus. 
A musica é sem duvida uma das artes que mais influencia a atmosfera e o ambiente, fazendo-o próprio ou impróprio. Ela tem poderes paradoxais, que tanto podem ajudar a criar atmosferas reverentes como pode também criar ambientes de agitação, de confusão e de irreverência, o que é totalmente impróprio para o culto. Tudo depende do tipo de musica que se usa. É por isso que os músicos do culto precisam ser criteriosos e cuidadosos, para não criar atmosferas vulgares e inadequadas para a adoração. 
No Novo Testamento ha uma narrativa a respeito da irreverência na casa do Senhor, quando Cristo derrubou a mesa dos cambiadores e vendilhões que estavam na porta no templo. Ele disse: Tirai daqui estas coisas. Esta é uma casa de oração. (João 2.16)

Conclusão:
As preocupações são muitas, mas a Igreja é de Cristo. Temos a certeza de que Ele está no controle, mas não podemos ficar alheios ao que está acontecendo em todos os lugares onde Deus é adorado. 
Sabemos que Satanás está nos rodeando como um leão, para tragar e dispersar a Igreja de Cristo. Sabemos também que os últimos tempos serão tempos difíceis, e de grande apostasia. A musica certamente poderá estar contribuindo muito para isso. Nós que já vivemos muitos anos, podemos ver nestas mudanças que ocorrem hoje, um sinal claro de que o tempo do fim está se aproximando. 
O coração de muitos vai se esfriar. É de se esperar uma apostasia geral, conforme as Escrituras, e que a igreja chegue até a abrir mão de muitos de seus princípios e marcas tradicionais. Temos de estar atentos ao que Deus já nos alertou em sua Palavra!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

AS ONDAS DO EVANGELHO: Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil - Ebook


AS ONDAS DO EVANGELHO:  Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil é uma tese de mestrado de Ana Maria Suman Gomes, apresentada no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, e que teve por Orientador o Pr. e Prof. Israel Belo de Azevedo.
Ao longo das 236 páginas do trabalho, a autora faz um pormenorizado estudo sobre os primórdios e o desenvolvimento da presença evangélica no rádio brasileiro.

Para baixar o arquivo, CLIQUE AQUI

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Compartilhe a chama do Espírito Santo durante as Olimpíadas 2016


Falta apenas um dia para o início dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. No dia 05 de Agosto de 2016 a cidade Maravilhosa dará abertura aos jogos no Estádio do Maracanã. Segundo os dados divulgados pelo órgão organizador do evento, a expectativa é de que participem das Olimpíadas 2016 cerca de 12.500 atletas de 206 nações.
E com tantos representantes de nações reunidos, essa é uma ótima oportunidade de evangelismo.Durante o mês de Agosto, quando acontecerão os jogos, nós do Radar Missionário publicaremos matérias sobre agências missionárias que irão evangelizar e orar durante o evento, e é claro te convidar a participar de alguma forma desse momento de pesca das almas.
E se você quer convocar sua igreja à participar dessa olimpíadas de fé e ação, ainda da tempo, e para isso a Agência Malta (Missão Jovem Metodista), pode ajudar. Ela lançou em seu site o conjunto de “Ações Evangelísticas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos”. O propósito é dar suporte à todas as igrejas que desejam aplicar o projeto, respeitando a realidade e regionalidade de cada grupo, por isso todas as sugestões de trabalhos podem ser adaptadas para cada comunidade.
Entre o material de apoio disponibilizado, estão as edições do livreto “A jogada Perfeita”, além de folhetos e aplicativos disponíveis para download. Também é possível comprar a versão impressa do material. A Agência oferece ainda manuais para quem optar pela organização de festivais comunitários, sugeridos pela Fusion Brasil.
E essa não é a primeira vez que a Malta trabalha em um grande evento evangelizando. Ela já traz a experiência da Copa das Confederações e Copa do Mundo. Então se sua igreja ainda não se mobilizou para esse evento, junte-se no evangelismo. Entre no site da Malta e veja como participar.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Evangelização de Grupos Específicos




Definição

Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e marginais.

Removendo os preconceitos

Para evangelizar viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e outros, temos que vencer preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da integração dos que se converterem.
Geralmente, o crente, em alguns casos por falta de treinamento, tem a tendência de evitar pessoas que vivem na prática de certos pecados socialmente condenáveis.
Todos procuram evitar os viciados, até mesmo por receio de serem influenciados ou até de serem apanhados pelas autoridades.
Em alguns casos, podemos chamar essa reação de preconceito. Em outros casos, temor. Até certo ponto, isto é justificável, mas não totalmente. Pelo menos o evangelista tem que pagar o preço e entender que tais pessoas estão na lista dos pecadores que Jesus Cristo veio "buscar e salvar" (Lucas 19:10).
Mas o problema não tem que ser encarado só pelo evangelista. Ele é de toda comunidade evangélica e eclesiástica. E o que é mais sério ainda, quando um ex-viciado ou qualquer outro tipo dessa classificação, depois de integrado a igreja, comete um escândalo, todos procuram livrar-se dele.
Para encararmos a evangelização dessas pessoas, temos que reformular nossos conceitos sobre pecado, salvação e vida cristã. Temos que entender que certos pecadores enfrentam mais dificuldades de se recuperarem do que outros. Assim são os viciados, que são portadores de dependências e precisam de amor e compreensão. A comunidade e o povo em geral precisam saber que uma igreja evangélica seja ela de que denominação for, não é uma comunidade perfeita. Mas todos somos pecadores recuperados ou em processo de recuperação.
Às vezes, ficamos querendo dar atenção à sociedade e descuidamos das almas preciosas que precisam ser salvas.
Nas instituições de internamento, a recuperação deles é trabalhada, realmente, com o evangelho. Há reuniões todos os dias e a mensagem da palavra de Deus é o remédio de cada dia. No entanto, nossas igrejas geralmente realizam poucos cultos na semana e o irmão ex-viciado fica sem atividade e isto é muito perigoso para sua vida cristã que não raro, tem que lutar com cicatrizes de feridas recentes.
Além disso, esses novos crentes precisam ser acompanhados com amor e compreensão. Eles não podem sentir-se marginalizados ou rejeitados ou tratados com desconfiança.
Precisamos conviver com eles sem temor e sem receios. Eles não são diferentes de nós mesmos, que também fomos resgatados dos nossos pecados.

Contexto de abordagem

Quando abordar pessoas dessa classe? Onde abordá-los? Como abordá-los? Aqui temos que trabalhar com duas possibilidades ou etapas.

Na primeira etapa, pessoas dessa classe poderão ser abordados no contexto comum da comunidade. Pode ser na rua, numa loja, numa escola ou até mesmo em uma crise em que sejam alcançadas, eventualmente, pelo evangelista.
A segunda etapa seria numa entidade de internamento. Pode ocorrer que comece aqui o trabalho de evangelização. Para essas entidades são levadas pessoas já evangelizadas e convertidas e pessoas ainda não evangelizadas.

Abordagem das entidades de internamento

1º - Problemas já conhecidos

Nessa etapa, a coisa é diferente de uma abordagem comum. Aqui cada um já é conhecido pelo seu problema: se homossexual, ou se é viciado ou se é prostituta e outros.

2º - Ambiente de atividade

As instituições geralmente têm atividades programadas para o dia todo. Atividades físicas, mentais e espirituais. Nisso se incluem: trabalhos manuais e braçais; jogos de Inteligência e cultos. Tudo é feito num clima de liberdade, em que os internos aceitam voluntariamente as tarefas.

3º - Tratamento enérgico dos problemas

No ambiente deve haver muita franqueza, muito amor, mas muita energia. Há proibições para que sejam afastados da pessoa fatores que lembrem o seu vício. Ele participará de atividades físicas, mentais e aprendizado para sublimar sua situação.


4º - O remédio é a Bíblia

Dificilmente essas entidades fazem uso de remédio, o que só poderá acontecer em situações excepcionais de crise. Mas aqui a Bíblia funciona poderosamente. E a Bíblia aplicada é vida.
Quando começamos a entrar nesse campo, constatamos, com mais entusiasmo, que a bíblia, realmente, tem solução para todos problemas.

5º - Evangelização aberta e constante

Ninguém é obrigado, mas o plano da salvação é constantemente colocado para as pessoas nos cultos. As pessoas não são coagidas, mas fica sempre claro para elas que só Jesus pode mudar a situação delas, pelo poder do Espírito Santo. Foi isso mesmo que Jesus veio fazer neste mundo.

6º - O plano da salvação

O plano da salvação é o mesmo para qualquer tipo de pecador.

7º - O conceito de pecado e linguagem apropriado

Dos muitos conceitos segundo os originais bíblicos, dois são importantíssimos. O primeiro é que "pecar" é “errar o alvo". O ser humano, ao desobedecer às ordens de Deus, errou o alvo, o objetivo para o qual foi criado. O segundo conceito é que pecar é transgredir, é ultrapassar a cerca.
A vontade é controlada pela compreensão, mas a compreensão é afetada pela nossa mente. Como arrependimento é mudança de mente, operada pelo Espírito Santo por permissão da pessoa, ela tem que ser levada ao arrependimento para mudar a compreensão e controlar a vontade.

8º - O esquema da conversão

Tudo isso redunda na conversão genuína do pecador. A conversão ocorrerá com o pecador desde que, ouvindo a mensagem do Evangelho, resolva crer em Jesus como Senhor pessoal. Para pessoas em tais condições a compreensão do assunto ajuda no trabalho de recuperação, por isso o evangelista deve ser e estar preparado.

9º - A certeza da salvação

Acima de tudo, as pessoas que se convertem, devem ser trabalhadas no sentido de entenderem que estão salvos por Cristo. A pessoa poderá ter recaídas, mas isso não quer dizer nada. Ela pode se recuperar. E quanto mais firme for essa certeza, menos probabilidade terá de recaídas.

Integração

A integração dessas pessoas assume alguns aspectos especiais. Além das regras normais para integração de novos crentes, precisamos atentar para os seguintes pontos:

1º- A preparação da igreja

As igrejas nem sempre estão preparadas para receber pessoas egressos das drogas, da prostituição, do homossexualismo e do alcoolismo. Assim, a igreja deve ser preparada. A integração neste caso começa com a igreja.

2º - A preparação do novo crente

O novo crente desta área também deve ser preparado. Ele tem que estar consciente do fato de que vai entrar num ambiente especial. Os pecadores convertidos são todo ex-pecadores perdidos e devem estar preparados para mudar. Mudança é a palavra de ordem ao longo de toda nossa jornada cristã. Quem não aceita a mudança é porque ainda não se converteu, de fato.

3º - Tratamento das causas dos problemas

Uma das dificuldades da integração de pessoas nesta área são recaídas. Muitas delas, depois de estarem ligadas a igreja, voltam a cair no pecado em que viveu antes.


O Evangelista

O evangelista habilidoso terá que ouvir constantemente a história de vida dessas pessoas. É um longo e cansativo trabalho, até que chegue a origem do problema, e a partir daí trabalhar para remover as causas.

Causas

Os viciados tinham problemas familiares: falta de carinho ou carinho de mais; em alguns casos, eram rejeitados; em outros, eram filhos de casais separados, e daí enveredaram-se pelo mundo da droga para fugir da dura realidade da vida.
As prostitutas, muitas delas, caíram nesse tipo de pecado por razões econômicas. É possível ter havido outras causas, até mesmo drogas, mas, em geral, as razões econômicas costumam ser a principal causa.
Os homossexuais de um modo geral chegaram a situação por má educação. Alguns foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos. Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são muitos, segundo os melhores especialistas.
Os alcoólatras estão incluídos nas classificações gerais dos viciados. Muitos deles se refugiaram na bebida para fugir de problemas familiares, problemas financeiros, decepções, frustrações, desastres econômicos, etc.
O evangelista muitas vezes, terá que se envolver em um trabalho com familiares. E será sempre bom ouvir familiares.
O trabalho será não só de tentar remover a causa ou afastá-la da pessoa, como também preparar a pessoa mentalmente para superá-la. A vida de fé em Cristo é o melhor remédio para esse tipo de problema.
Deverá, portanto, haver um acompanhamento programado e intenso.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Jovem e o Hinário

Pr. Renato Brito
Culto de domingo à noite. Começa o tempo de adoração. Os cânticos são entoados com fervor e emoção. Uma leitura das Escrituras é feita. É dada a palavra ao pastor para que ele dê os avisos. Mais uma oração é feita pelo dirigente. Ouviu-se uma bela música especial. Depois disso o dirigente anuncia: “agora vamos abrir os nossos cantores cristãos para o hino 396”. Então é perceptível o desinteresse daqueles irmãos que sentam, geralmente, na última bancada da Igreja. Alguns até deixam transparecer seu desgosto com a escolha mais tradicional com uma interjeição dita apenas para si: “Eita! Lá vem o bendito!”.
É possível que isto não aconteça na sua Igreja, mas o que corriqueiramente acontece com o relacionamento entre o Jovem e o hinário é um distanciamento e uma inimizade. Jovens, de um modo geral, não gostam dos hinos e muito menos gostam dos hinários. Costumamos não gostar mesmo das coisas e pessoas que não conhecemos muito bem. As Igrejas evangélicas têm se distanciado dos hinários cada vez mais. O uso de novas tecnologias tem contribuído para este distanciamento. O que mais, porém, tem feito com que os hinários fiquem cada vez mais relegados às estantes das casas dos crentes é o uso de um repertório que se origina não de uma fonte escrita, como o hinário é, mais de uma fonte em áudio e vídeo, providenciada pela música gospel brasileira.
Nesta mensagem, gostaríamos de promover um relacionamento mais amigável entre o jovem e seu hinário. E para promover este bom relacionamento, vamos seguir o seguinte roteiro: vamos dar uma definição ao que nós chamamos hinário; depois disso, vamos observar alguns dados bíblicos que nos mostram que a organização da música congregacional por hinário era algo praticado nos tempos bíblicos; por fim, vamos destacar os grandes valores que um hinário possui.
Espero que depois deste estudo, você, como jovem cristão, possa ter uma visão mais equilibrada e aberta a respeito dos hinários evangélicos, como uma fonte mais salutar do que a música gospel popularizada pela mídia.
Precisamos ter uma boa definição do que é um hinário.
1) O hinário é uma compilação organizada de músicas sacras congregacionais reunidas em uma só publicação, organizada em temas, alistadas numericamente para facilitar o manuseio, podendo conter a música escrita ou não.
a) Música sacra é a música escrita para ser usada dentro dos cultos cristãos.
b) Música congregacional é uma música que pode ser cantada por pessoas que não tem uma formação musical profissional.
c) Na História da música sacra congregacional evangélica nós poderíamos alistar diversos estilos: o coral alemão, os hinos do período áureo, os hinos do movimento de Oxford, as canções evangelísticas, os cânticos da EBD, os cânticos de louvor e adoração, etc. Toda esta variedade de estilos é encontrada dentro dos hinários modernos.
d) Como um hinário é uma publicação de músicas selecionadas, há sempre um editor por trás de um hinário.
i) Este editor pode ser uma pessoa ou um grupo de pessoas que aceitou o projeto, custeando-o inclusive financeiramente.
ii) O primeiro hinário de músicas evangélicas a ser publicado no Brasil, conhecido pelo nome Salmos Hinos, foi custeado e editado pelo casal Robert e Sarah Kalley, missionários da Igreja Congregacional e maiores responsáveis pela instituição dos hinários nas Igrejas brasileiras. O Salmos e Hinos foi publicado 1861. Todos os hinários que nasceram depois do Salmos e Hinos usaram muitos dos hinos traduzidos e produzidos pelo casal Kalley.
iii) O Cantor Cristão foi o pastor Salomão Ginsburg e, posteriormente, o chefe do departamento de música da JUERP, Bill Ichter. O Cantor Cristão foi publicado em 1891 e foi o segundo hinário a ser publicado no Brasil.
iv) O Hinário para o Culto Cristão, que foi publicado no ano de 1990, surgiu de um esforço em conjunto de comissões especializadas formadas sob a tutela da CBB. Contém muitos hinos dos hinários anteriores, mas possui muito material original, o que seria de se esperar de um hinário publicado recentemente.
2) Acredito que o grande idealizador do hinário foi Martinho Lutero.
a) Numa época em que, nas Igrejas cristãs, o cântico era vedado àqueles que não tinham sido consagrados ao ministério, Lutero entendeu que todos os crentes eram sacerdotes e que deveriam cantar durante os cultos como uma forma de edificação.
b) Para isso, era necessário obter músicas acessíveis para que todas as pessoas pudessem cantar e não somente os que tinham treinado para isso. Lutero mesmo compôs músicas e promoveu poetas e compositores que pudessem escrever músicas que teriam os elementos de uma música mais facilmente cantável e que fosse cantada na língua do povo e não no latim que era a língua oficial da liturgia cristã.
c) A filosofia de Lutero era que todo o crente deveria poder possuir sua própria cópia da Bíblia e um hinário que pudesse grifar as verdades cristãs através música.
d) Não somente Lutero, mas outros reformadores como João Calvino, fizeram muito para publicação de hinários que não somente seria m usados nos cultos da Igreja como também seriam usados em casa, na família.
e) Podemos afirmar que os hinários fazem parte essencial da História das Igrejas Evangélicas começando da Reforma protestante iniciada em 1517 na Alemanha. Podemos dizer que é muito difícil, a luz de toda esta História, imaginar que a Igreja que herdou toda aquela cultura venha deixar de lado o uso dos hinários por causa de fatores circunstanciais e menores.
3) Passemos agora a outra parte do nosso roteiro. Vejamos o que a Bíblia fala sobre a prática de compilar músicas congregacionais para o uso nos cultos de louvor a Deus nos templos ou nas Igrejas.
II. Devemos saber que a Bíblia dá evidências de que a prática editar hinários é correta.
1) O povo de Israel começou a escrever e guardar cânticos desde muito cedo na sua História como nação escolhida por Deu(Êxodo 15.1,20-21; Deuteronômio 31.14-21).
2) O livro dos Salmos é o grande exemplo de compilação de cânticos a serem entoados nos cultos (Salmos 72.20).
a) Numa época posterior o livro dos Salmos foi dividido em cinco grandes livros 1-41; 42-72; 73-89; 90-106; 107-150.
b) Apesar dessa divisão, é provável que o livro dos Salmos são a reunião de muitos hinários ou a edição final de vários grupos de composição. Pelos títulos dos Salmos, que são inspirados também, notam-se indicação de autoria ou de origem. Há os salmos de peregrinação (120-134), salmos de Asafe (50, 73-83) e os salmos dos filhos de Coré (42-49, 84,85, 87,88). Salmos 111-118 começam com a palavra “aleluia”, 138-145 começam com o título “de Davi”.
c) Essa divisão e organização nos mostra que o livro dos Salmos é um hinário organizado a partir de várias coleções de músicas a serem entoadas nos cultos do povo de Israel.
3) A Igreja cristã não deixou de compilar suas músicas para usá-las para adoração.
a) Temos o registro dos cânticos entoados por aqueles que presenciaram a maravilha da encarnação (Lc 1-2).
b) Temos evidência de que a Igreja usou também os salmos para adorar em seus cultos e introduziu outros estilos musicais na adoração (1 Coríntios 14.26; Efésios 5.19; Colossenses 3.16).
c) O livro dos Salmos foi utilizado bastante como fonte de teologia para a Igreja Cristã. Ele foi citado várias vezes como prova contundente da Vinda do Messias em Jesus de Nazaré.
4) Notamos portanto que a compilação de músicas para serem usadas no louvor sempre foi uma prática do povo de Deus e que esta é a essência de todo hinário. Vejamos agora a importância que os hinários têm.
III. É importante conhecer os grandes valores que os hinários têm para a edificação da fé cristã.
A. O hinário possui um grande valor musical
1) Um hinário possui uma grande variedade de estilos musicais reconhecidos nas diferentes tendências musicais da História da arte e grande variedade de cultura musical.
a) Nos hinários há música da Idade Média, do Barroco, do Classicismo, do Romantismo e da Música Moderna.
b) Nos hinários são encontradas músicas inglesas, americanas, alemãs, francesas, irlandesas, africanas, indianas, chinesas, japonesas, brasileiras, etc.
2) Há nos hinários músicas escritas pelos grandes mestres da música erudita e de músicos que possuíam grande formação, mas que se dedicaram inteiramente a música congregacional.
a) Há nomes como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, etc.
b) Há grandes cristãos músicos como Louis Bourgeois, Clement Marot, Lowell Mason, Robert Lowry, Paul Philip Bliss, James McGranahan, Roselena Landenberger, etc.
3) Há nos hinários o emprego das mais variadas técnicas de composição de melodias, de harmonização, de arranjos para solos, duetos, coral e piano, em variados níveis de dificuldade e bom gosto.
B. O hinário possui um grande valor literário
1) Um hinário possui uma vastidão de poesia escrita nos padrões mais rigorosos da versificação e da métrica.
2) Cada poesia do hinário possui um ritmo e o rico emprego de diversas figuras de linguagem.
3) Muitos dos autores de hinos foram considerados grandes poetas da sua época, sendo reconhecidos dentro e fora da Igreja cristã por sua habilidade com a palavra. Dois bons exemplos disso são Isaac Watts e Fanny Crosby.
C. O hinário possui um grande valor histórico
1) Os hinários possuem um registro histórico considerável. Eles registram a produção literária e musical de épocas variadas, proporcionando a Igreja Cristã uma visão muito aguçada da sua História e dos seus heróis.
2) Cada hino possui o registro do seu poeta, compositor e tradutor (se houver), deixando claro o tempo em que cada um viveu, fazendo-nos situar cada hino no tempo e na História.
3) Além disso, o exemplo de vida de cada autor pode ser uma fonte de rica edificação em Cristo.
D. O hinário possui um grande valor doutrinário
1) Os hinários detêm poesias que representam bem cada doutrina ensinada na Igreja Cristã.
2) Os hinos falam dos atributos de Deus, da Criação, da Providência e do Plano de Deus. Falam da humilhação e da exaltação de Cristo. Falam da salvação, da eleição, regeneração, justificação e santificação. Falam da nossa luta contra o pecado e contra Satanás. Falam da vinda de Cristo e da nossa expectativa diante desta vinda.
3) Um hinário é organizado para tratar de todos estes temas doutrinários, de modo que se um cristão quer aprender mais sobre uma doutrina, ele pode recorrer a um hino para aprender esta doutrina mais fortemente.
Vimos então que o hinário é uma compilação organizada de músicas sacras congregacionais reunidas em uma só publicação, organizada em temas, alistadas numericamente para facilitar o manuseio, podendo conter a música escrita ou não. A prática de se registrar e agrupar músicas é uma prática que compartilhamos com o povo de Deus dos tempos do Antigo e do Novo Testamento. A Igreja Cristã, desde muito cedo, têm usado o livro de Salmos, o primeiro de todos os hinários, e tem ela mesma compilado suas próprias músicas. Um hinário possui grandes valores para a fé cristã. O hinário tem grande valor musical, literário, histórico e doutrinário. Temos deixado o uso de hinários, provavelmente, para o nosso próprio prejuízo. O hinário é daquelas coisas que foi criada no passado, mas que tem um valor tão grande que não pode ser deixado de lado como a roda, o livro e a batata frita. Para mim, o hinário ainda é melhor do que qualquer outra mídia, retroprojetor ou datashow. O hinário não é perfeito nem tem condições de atender a todas as necessidades do culto cristão na igreja ou nos lares, mas as outras novidades não são, racionalmente, melhores do que o hinário.Tenho uma dica para os jovens: compre um hinário. Custa o mesmo preço que um CD. Comece a usá-lo na Igreja se sua Igreja usa o hinário e comece a usá-lo depois da sua leitura bíblica diária. Comece cantando os hinos que você conhece. Depois, procurando aprender outros ou até lendo as poesias que falam de assuntos específicos. Garanto que depois de um tempo, aquele cara chato que você apenas conhecia de longe, mas não conseguia entender, vai se tornar um bom e inseparável amigo.
Pr. Renato Brito

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Dicas para a criação de slides

Coletivo Aleluya tem produzido diversos vídeos com excelentes dicas para o trabalho com mídias na ou para a igreja. No vídeo de hoje, ótimas dicas para lhe ajudar na hora de criar seus slides. Confira!




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Dicas para elaboração de apresentações de slides, powerpoints
Consejos y trucos para elaborar presentación de diapositivas

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estratégias de evangelização: Como fazer grafites através de moldes vazados




Os moldes vazados, também chamados de stencil, são uma forma de facilitar a criação de grafites e ao mesmo tempo padronizá-las, ao permitir que sejam feitas muitas reproduções do desenho/texto a partir de um único molde.
Uma ideia poderosa é usar esta técnica na evangelização, reproduzindo por exemplo pequenos versículos, mensagens ou imagens. 
O bom da técnica dos moldes vazados é que ninguém precisa possuir habilidades artísticas ou técnicas para sua criação e manuseio; basta criar o molde e utilizá-lo por aí, em locais os mais diversos (muros, postes, áreas urbanas etc.). E a técnica pode ser utilizada também para camisetas e tecidos em geral (claro, usando tinta para tecido).
Assim, apresentamos aqui alguns vídeos de terceiros, ensinando um pouco dessa técnica, e ainda sites com modelos de moldes e fontes especiais para você baixar. Mas não fique apenas nisso: faça buscas por mais informação no Google, assista a outros vídeos no Youtube e solte sua criatividade em prol do Reino!



Utilizando o stencil em camisetas

Não acaba por aqui: preparamos uma listagem de sites e repositórios onde você poderá encontrar diversos modelos de stencils para usar em seus trabalhos.

100 Stencil Patterns no Pinterest - CLIQUE AQUI.
Spray Stencils - CLIQUE AQUI.
Stencil Revolution - CLIQUE AQUI

E ainda: Baixe fontes (tipos de letras) especiais para você criar seus próprios moldes vazados. veja AQUI , AQUI , AQUI ou AQUI.