domingo, 4 de dezembro de 2016

Jovens são alvo de novas publicações da SBB


Com um formato diferente e exemplos da vida real, os temas como amizade, relacionamento amoroso e dependência química, são tratados em publicações para os jovens, sendo todos à luz da Bíblia.
Confira os lançamentos da Sociedade Bíblica do Brasil:
Quebre o Siêncio – Muitos jovens começam a consumir drogas por sentirem um 
image002
profundo vazio em sua vida, o que provoca sentimentos de solidão, desesperança e falta de forças para enfrentar os conflitos próprios da idade e do processo de amadurecimento. Neste livro, Pablo Borda compartilha sua experiência e seu encontro com Jesus, que foi sua companhia e fortaleza para enfrentar esse vazio. Por meio de sua história de vida, o livro destaca a importância de o jovem ter um relacionamento com Jesus e mostra que o amor de Deus é a melhor companhia em todas as fases da vida. Texto Bíblico:Nova Tradução da Linguagem de Hoje.

Sobe Pablo Borda: Pastor e conferencista, é fundador da Acción Cristiano. Vivendo em Buenos Aires, Argentina, nos últimos anos, tem se dedicado à reabilitação de pessoas socialmente excluídas, abordando problemas como dependência, violência, delitos e enfermidades psiquiátricas. Sua experiência tornou-se uma referência em treinamento de liderança voltado à área social.
E agora, o que eu faço? – Amor não correspondido, desilusão amorosa, término de 
image004
relacionamentos. Esta é a temática deste livro, escrito pelo conferencista Alex Chiang, justamente àqueles que se atreveram a amar e hoje estão sofrendo as consequências de um rompimento. O livro tem como objetivo ajudar o jovem a encarar o processo de esquecer um amor que não deu certo e a descobrir, por meio de exemplos bíblicos, que amar vale a pena, mesmo correndo-se o risco de sofrer. Texto Bíblico: Nova Tradução da Linguagem de Hoje

Sobre Alex Chiang: É um dos conferencistas mais solicitados em eventos voltados para o público jovem da América Latina. É pastor de jovens e foi assessor da Associação de Grupos Evangélicos do Peru.

Ser Amigos – Uma das características mais importantes do ser humano é o desejo de se 
image006
relacionar. Qual era a intenção de Deus, quando colocou essa necessidade nas pessoas? Neste livro o autor, Germán Ortiz, desafia o leitor a conhecer o mais incrível amigo de todos os tempos: Deus. Por meio de personagens da Bíblia, Ortiz apresenta o plano de Deus e traz orientações do que é preciso para se ser um bom amigo. Com uma linguagem descontraída, fala da amizade de Deus e destaca que o relacionamento com Ele é a chave para relações profundas e duradouras. Texto Bíblico: Nova Tradução da Linguagem de Hoje

Sobre Germán Ortiz: É cofundador e diretor de Liderança e Adolescência, do Grupo de Amigos, uma organização que trabalha com e para adolescentes, promovendo o discipulado, gerando ideias, oferecendo espaço para debates e participação, além de produzir material literário voltado a esse público. É também professor de Ministério Juvenil, no Instituto Bíblico Rio da Prata.
Fonte: SBB

domingo, 27 de novembro de 2016

As três vias da evangelização apaixonada




Existe a evangelização mercenária e a evangelização apaixonada. Elas têm motivações opostas, propósitos opostos, métodos opostos e costumam produzir resultados opostos.
As três vias da evangelização apaixonada são a oração, o exemplo e o anúncio.

A evangelização pela oração

É preciso orar pelos descrentes por causa do estado de morte em que se encontram todos os mais de 6 bilhões de habitantes do planeta, sem nenhuma possibilidade de retornar à vida.

Todos pecaram, dizem as Escrituras, e “estão destituídos [ou privados] da glória de Deus”, ou “afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3.23, NTLH). Estão todos “mortos em pecados e delitos” (Ef 2.1). A terra é um vale cheio de ossos sequíssimos, que precisam se juntar osso com osso outra vez, e receber carne, tendões, pele e espírito, para tornarem a viver (Ez 37.1-10).

É preciso orar por causa da extrema dureza do coração humano (Jr 3.17; 7.24; 11.8; 16.12; 18.12). O pecador tem “coração obstinado” (Is 46.12), “tendão de ferro no pescoço” e “testa de bronze” (Is 48.12). Ele carrega uma bagagem enorme de apatia, ignorância, cegueira, loucura, incredulidade, tradicionalismo, preconceito, soberba e servidão pecaminosa.

É preciso orar porque só Deus é capaz de fazer o mais difícil de todos os transplantes: “Tirarei do peito deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” e “colocarei no íntimo deles um espírito novo” (Ez 11.19, EP).

A evangelização pelo exemplo

É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Essa incoerência entre conduta e mensagem gera indignação, desprezo, zombaria, escândalo, incredulidade e rejeição.

Jesus deu muita ênfase à evangelização pelo exemplo, quando declarou francamente: “Vocês são o sal da terra para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve mais para nada; é jogado fora e pisado pelas pessoas que passam” (Mt 5.13, NTLH). No mesmo Sermão do Monte, Ele ensina que “uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida” e “não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa”. Em seguida, Jesus ordena: “Assim também, a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5.14-16, CNBB e NTLH). Somos agora o que Jesus foi no passado: “Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo” (Jo 9.5). A igualdade da missão de Jesus com a de seus discípulos aparece também na Grande Comissão: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei” (Jo 17.18).

Aos coríntios, Paulo assume que, “como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas” (2 Co 2.14, NTLH). Tornamos o evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra. Abusando da figura, é possível acrescentar: mais pelo olfato do que pela audição. Foi por isso que São Francisco de Assis disse: “Evangelize sempre; se necessário, use palavras”.

Pouco na frente, o mesmo Paulo garante aos seus filhos na fé: “Nossa carta de recomendação são vocês mesmos..., conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3.2, EP). Horácio, o poeta romano do primeiro século antes de Cristo, dizia que “mais profundamente nos impressiona aquilo que vemos do que aquilo que ouvimos”.

O exemplo de quem é sal da terra, luz do mundo, perfume de Cristo e carta de apresentação se manifesta pelas boas obras. Aliás, somos “criados em Jesus para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2.10, EPC). Se o evangelho não alterou o nosso comportamento e continuamos iguais aos não convertidos, não temos como evangelizar, pois “a fé que não se traduz em ações é vã” (Tg 2.20, CNBB), não tem valor, não vale nada, não produz nenhum fruto, é inoperante, é morta. Mostra-se a fé salvadora pelas obras e não pela mera confissão de fé. A única evidência visível da fé alojada no íntimo, ao olhar perscrutador do descrente, é constituída dos atos de obediência do crente. Entre esses atos convincentes estão a autenticidade (“comprometo-me a viver o que prego e deixar de pregar o que não vivo”), o casamento estável, o cumprimento do dever, a honestidade, a linguagem sadia (não agressiva, não bajuladora, não caluniadora, não mentirosa, não obscena, não soberba), as relações humanas aprovadas (controle do gênio, cordialidade, humildade, perdão), a sexualidade mantida dentro dos padrões bíblicos, o envolvimento social (posição pública contrária à injustiça) e o equilíbrio religioso tanto nas convicções como na defesa delas (o fanatismo é uma contra-evangelização desastrosa).

A evangelização pelo anúncio

Não basta orar e ser exemplo. É preciso ir. É preciso mover-se. É preciso falar. É preciso gastar tempo. É preciso apaixonar-se. É preciso vencer a preguiça, o comodismo e o acanhamento. É preciso atear o fogo do evangelismo. É preciso guardar-se tanto do ativismo (predominância da ação em prejuízo da oração) como do misticismo (predominância da oração em prejuízo da ação).

Entre o muito que se pode fazer para evangelizar os descrentes, os testas de bronze, os corações de pedra, ocupa lugar de destaque o ministério da amizade. Esse ministério consiste em amar profundamente as pessoas, aproximar-se delas, mormente os que sofrem, os enfermos, os enlutados, os pobres, os marginais e os marginalizados. Na verdade, “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9.12, NVI). O amor cria possibilidades e abre caminhos. Sem amor não se inicia uma conversa, não se faz evangelismo pessoal, não se dá uma porção bíblica ou um folheto de boa qualidade, não se convida alguém para um encontro ou para uma reunião na igreja.

A arte de trazer os excluídos do lugar onde estão para a sala do banquete e de obrigar (não no sentido de violação da vontade alheia, mas no sentido de insistir, atrair, encorajar) os mais distantes a entrar é um ministério maravilhoso e tem fundamento bíblico. Foi assim que, na Parábola do Grande Banquete, a sala se encheu de toda sorte de gente: “Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar” (Lc 14.23, NVI). Simão Cirineu foi agarrado e obrigado pelos soldados a carregar a cruz de Jesus até o Gólgota (Lc 23.26). Muito provavelmente foi isso que mais tarde o levou à fé.

Quando a oração, o exemplo e o anúncio acontecem ao mesmo tempo, é muito difícil não haver novos convertidos. Isso, por sua vez, faz a Igreja crescer tanto em número quanto em qualidade.



As duas mais antigas estratégias para o crescimento da igreja evangélica brasileira

A proposta do escocês Robert Kalley, o primeiro missionário protestante a se fixar no país (de 1855 a 1876), fundador da Igreja Evangélica Fluminense (a mãe das igrejas congregacionais) era:

1) Publicar artigos na imprensa diária, para firmar certas doutrinas cristãs e expor os costumes da igreja primitiva, que são desconhecidos do povo.

2) Vender e distribuir livros e folhetos para instruir o povo no único caminho seguro da salvação.

3) Visitar casas particulares, lojas e oficinas para conversar sobre o amor de Deus, revelado na pessoa de Jesus e mostrar as boas dádivas do Pai Celeste para os que recebem a redenção tornada possível pelo sangue de seu Filho.

4) Instituir a prática diária do culto doméstico e ter reuniões familiares para leitura e estudo da Palavra e para louvar a Deus em espírito e verdade.

5) Socorrer os enfermos e aconselhá-los a confiar em Jesus somente, para o bem eterno de suas almas.

A proposta do americano Ashbel Green Simonton, o segundo missionário protestante a se fixar no país (de 1859 a 1867), fundador da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (a mãe de todas as igrejas presbiterianas) era:

1) A santidade da igreja deve ser ciosamente mantida no testemunho de cada crente.

2) O uso abundante de literatura evangélica. A Bíblia, e não somente a Bíblia, mas também livros e folhetos religiosos devem inundar o Brasil. É impossível envolver tão vasto país sem o auxílio da palavra impressa.

3) O evangelismo pessoal é de suma importância. Cada crente deve comunicar o evangelho a outra pessoa.

4) A formação de um ministério nacional idôneo, isto é, pastores brasileiros para brasileiros.

5) O estabelecimento de escolas paroquiais para os filhos dos crentes.

Como se pode observar, não havia um frenesi por números, mas uma preocupação muito grande com a santidade dos crentes e com o aprofundamento bíblico.

(Fonte: Entrevistas com Ashbel Green Simonton, p. 16-17, Editora Ultimato.)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Breve palavra sobre liderança - Ronaldo Lidório


Alguns conceitos gerais e posturas na formação de líderes

1.    Faça uma clara diferença entre problemas e conflitos.

-    Problemas são disfunções na estrutura ou dinâmica do grupo. Seja rápido e objetivo na intervenção.
-    Conflitos são disfunções nos relacionamentos. Permita que passem pelo ciclo platônico da insatisfação / inconformação / respeito / tolerância / amor. Seja apenas um pacificador e moderador.

2.    Avalie um possível líder de acordo com a capacidade de resolver problemas e solucionar conflitos. Se necessário gere situações em que os conflitos se tornem mais evidentes para que todos pratiquem solucioná-los.

3.    Não confronte tudo. Confronte o prioritário e não parta para o próximo capítulo até que o presente tenha sofrido mudanças positivas.

4.    Mantenha em mente que investir em pessoas é uma ação de médio e longo prazo. Não espere mudanças instantâneas.

5.    Tenha em mente a visão geral e os poucos elementos não negociáveis. Sobre estes, seja sempre claro e esteja pronto para defendê-los.

6.    Desenvolva amigos na equipe que tenham liberdade para lhe apontar o erro.

7.    Não procure agradar em tudo. Admita que outros possam não gostar de seu estilo e posições. Porém não seja desagradável em seu testemunho e integridade.

8.    Procure não atrapalhar.

9.    Pondere sobre o custo/benefício entre a instituição e as pessoas. Em alguns casos permita que a primeira sofra por algum tempo a fim de que a segunda cresça.

10.    Enfraqueça sua liderança em momentos tranquilos a fim de que novas lideranças surjam.

11.    Fortaleça sua liderança em momentos de crises para que o essencial seja mantido.

12.    Leve a equipe a pagar preços pastorais, investindo em pessoas, para que o caráter de todos seja forjado de acordo com o amor e não apenas justiça.

13.    Procure ser um exemplo em três areas principais: tolerância, iniciativa e amor.

14.    Trate cada membro de acordo com seu perfil e habilidade. Não compare nem as pessoas nem as habilidades e sobretudo o potencial.

15.    Descubra o potencial da equipe dando-lhes atividades desafiadoras, fora de sua visível area de ação, que demande domínio próprio ou grande grau de maturidade.

16.    Sua missão em relação à instituição é ser um coordenador e facilitador, para que todos possam produzir o máximo dentro de suas habiidades e dons, e que o alvos gerados sejam concluídos.

17.    Sua missão em relação às pessoas é ser um investidor, para que daqui a 2 anos sejam melhores homens e mulheres do que eram.

18.    Invista em pessoas para a vida e não simplesmente para o tempo de atuação na instituição ou equipe.

19.    Não terceirize o pastoreio. Não permita mobilização de grupos contra um indivíduo. 

20.    Defenda o fraco para que não se quebre. Gere oportunidades para que se fortaleça.

21.    Identifique em sua equipe aqueles que a) tem um espírito ensinável; b) seja um simplificador de problemas; c) tenha caráter íntegro. 

22.    Mantenha-se perto de todos, mas especialmente dos novos e dos enfraquecidos.

23.    Caso a equipe não o pastoreie como líder, procure gerar o contexto para tal através da amizade. Caso isto não aconteça facilite o pastoreio com amigos de fora do grupo. Não deixe de prestar contas a alguém.

24.    Não instrua abusivamente. Permita que cada um desenvolva seu conhecimento e experiência.

25.    Prepare a equipe para funcionar bem com pouca liderança.


Do livro Liderança e Integridade

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hinos e Louvores de Missões em coletânea - Hinário Hinos Missionários


Você com certeza deve conhecer alguns daqueles hinos de temática missionária, que incentivam a igreja à evangelização e estão presentes nos hinários tradicionais de nossas igrejas, tais como o Cantor Cristão, a Harpa Cristã, Salmos e Hinos, Hinário Aleluia e outros. Imagine-os reunidos em um só lugar, um só hinário? Pois é o que encontramos no hinário HINOS MISSIONÁRIOS.
O livro, gratuito, reúne em suas páginas uma seleção de hinos e louvores que vão servir de precioso auxílio para o esforço de avivamento missionário/evangelístico de sua igreja.
O Hinário conta ainda com recursos para facilitar sua consulta e utilização, como índice dos primeiros versos dos hinos e índice de autores e tradutores, além de nota introdutória sobre cada hinário antologiado.

Para baixar o Hinário pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site SlideShare, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

Caso queira receber o arquivo diretamente por e-mail, escreva para: sammisreachers@ig.com.br

domingo, 11 de setembro de 2016

A importância da amizade na evangelização dos universitários


Maurício Jaccoud da Costa
O povo brasileiro é reconhecido como um povo alegre, hospitaleiro, festeiro, e, principalmente, por fazer amizades de maneira fácil. Para a juventude atual os amigos são muito importantes na formação de valores e opiniões e eles estão abertos a conversar sobre qualquer assunto. Jesus ficou conhecido como amigo de publicanos e pecadores (Mt 11.19) e cabe aos universitários cristãos fazerem amizades dentro das universidades para assim pregar o Evangelho a tantos jovens que estão perdidos sem Cristo no meio acadêmico.
Jesus é o nosso modelo para interagirmos com os não cristãos ou com pessoas que não têm clareza sobre sua fé. A igreja primitiva, simbolizada na pessoa de Pedro, teve grandes dificuldades em interagir com os não cristãos, não adotando ou seguindo o modelo de Jesus. A igreja evangélica, em especial os universitários evangélicos dentro das universidades, tem adotado a mesma postura de Pedro encontrando muita dificuldade em interagir com os não cristãos ou fazer amizades com eles e isso dificulta a propagação do Evangelho.
Durante todo o seu ministério, Jesus interagiu com pessoas de má fama para que estes pudessem se relacionar com Deus e ordenou aos seus discípulos que fizessem o mesmo (Mateus 28.18-20). Jesus ensinou – assim – a superar preconceitos e qualquer forma de discriminação. Ironicamente, porém, seus discípulos, que eram rejeitados pelos fariseus nos dias de Jesus, começaram a agir mais como os fariseus do que como o próprio Jesus, inclusive tendo muita dificuldade em pregar o Evangelho fora de Jerusalém (Atos 8.1). Os discípulos relutaram enquanto podiam para pregar aos não judeus. E quando o fizeram tiveram uma enorme dificuldade em interagir com eles, por causa de seu apego à religiosidade e às leis judaicas.
Os jovens universitários evangélicos têm tido muitas dificuldades em fazer amizades com outros indivíduos em suas universidades. Apóiam-se em regras supostamente vindas de Deus, como os judeus fizeram com a tradição de não comerem sem lavar as mãos. Regras em relação às quais o apóstolo Paulo escreveu para não nos submetermos, pois “tem aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.23). Com a desculpa de não escandalizar o próximo, esses jovens deixam de ir a certos lugares e ao encontro de pessoas, quando o próprio Jesus escandalizou a muitos (Mateus 13.57) por causa do seu amor aos “perdidos”.
Os jovens universitários evangélicos precisam aprender a se relacionar com não cristãos em suas universidades desenvolvendo amizades profundas com estes. É preciso que os jovens universitários evangélicos deixem seus guetos eclesiásticos e penetrem na sociedade atual com um testemunho vibrante e convincente. A mulher samaritana somente se relacionou com Deus porque Jesus insistiu em passar por Samaria e tomar a iniciativa de conversar com ela, contra o que previa a lei judaica. O povoado onde aquela mulher morava somente se relacionou com Deus porque Jesus ficou dois dias dormindo, bebendo e conversando com eles. O leproso e a mulher com hemorragia só foram curados porque Jesus deixou ser tocado por eles. O rico Zaqueu somente se relacionou com Deus porque Jesus tomou a iniciativa de se hospedar em sua casa, arriscando-se de ser considerado conivente com a corrupção. Se Jesus desse ouvido às pessoas que o criticavam por agir dessa maneira, muitas pessoas continuariam não tendo a oportunidade de se relacionar com Deus.
Os jovens universitários evangélicos não podem ter medo de se relacionar com não cristãos. Não podem ter medo de se sentar onde não cristãos sentam. Não podem ter medo de ir onde se encontram pessoas diferentes e com outras opções de vida e de fé. Os jovens universitários evangélicos para propagarem o Evangelho precisam fazer amizades com quem quer que seja. O universitário evangélico brasileiro precisa aproveitar-se de toda a sua brasilidade e ir com toda a alegria pregar o Evangelho para que muitos universitários se tornem amigos de Deus.

Maurício Jaccoud da Costa
Pastor e Missionário do Movimento Estudantil Alfa e Ômega – um ministério da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Professor e coordenador do curso de Missiologia da Faculdade Teológica Batista Equatorial. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

I CONFERÊNCIA NACIONAL CRISTÃOS NA CIÊNCIA


O projeto Associação Brasileira de Cristãos na Ciência promoverá entre os dias 17 a 19 de novembro a I Conferência Nacional Cristãos na Ciência, sob o título Dois Livros, Um Autor – Deus, suas escrituras e sua criação . Os eixos temáticos serão: o Livro das Escrituras, com ênfase na interpretação bíblica de Gênesis 1 a 3; o Livro da Natureza, com ênfase na discussão sobre teologia natural e filosofia da ciência e religião; e Modelos de atuação no diálogo entre ambos os livros.
O evento vai contar com a presença de grandes nomes do discurso mundial sobre ciência e fé cristã. O objetivo principal da conferência é aprofundar a reflexão acerca do diálogo entre fé e ciência, desmistificando o conflito que alguns acreditam existir entre as duas áreas.
A Conferência será realizada na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo e as inscrições serão abertas no dia 4 de julho. Serão três dias intensos de evento com palestras e debates. Teremos condições especiais para integrantes dos grupos de estudos do projeto. Para participar basta ter interesse no tema e acompanhar o conteúdo disponível no portal da Associação Brasileira de Cristãos na Ciência para se familiarizar com os termos e conceitos básicos.
Para maiores informações e inscrição, acesse: 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MÚSICA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA VERSUS HINOS TRADICIONAIS


João Wilson Faustini

Vemos claramente no dia de hoje, em quase todas as igrejas, de todas as denominações pelo mundo afora, pelo menos dois grupos de pessoas, muitas vezes apaixonadas e polarizadas, em uma verdadeira disputa sobre quais os tipos de musicas que devem ser usados nos cultos: a musica cristã contemporânea, muitas vezes chamada de gospel aqui no Brasil, (embora na realidade a musica gospel seja outro tipo de musica) ou a musica ou hinos tradicionais.
É muito difícil fazer uma avaliação justa e equilibrada sobre qualquer estilo de musica que é usado na igreja.
Muita coisa boa veio através dos cânticos menos formais e mais espontâneos que têm surgido nos últimos 30 anos na igreja. Mas há também muita riqueza que nos foi legada no passado, que não podemos simplesmente ignorar ou lançar fora.
Como muitos pastores e lideres musicais, tenho falado muito sobre esse assunto em todos os seminários, tenho feito palestras, escrito artigos, apostilas, livros e partituras. A musica, que normalmente uniria as pessoas, está na realidade dividindo as igrejas de uma forma nunca vista! Mas posso dizer com tranqüilidade, que continuo estudando esse assunto, e tenho me preocupado bastante. Esta disputa continuará, e sem dúvida, e cada vez mais cerrada. Tenho aprendido a ser mais flexível, e muitas vezes até me surpreendo com algumas gemas preciosas que surgem vez por outra, no meio de muita musica inútil e até perniciosa, que existe por aí.

As coisas que realmente me preocupam muito são:
1. O comercio
Segundo um artigo exposto no Wikepédia sobre a Musica Cristã Contemporânea no Brasil, este é o único segmento que cresce em todo o mercado fonográfico. Segundo a ABPD, (Associação Brasileira de Produtores de Disco) é o segundo gênero mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Pop Rock.
É um mercado pungente com um poder econômico que movimenta de R$ 1,5 bilhão até R$ 3 bilhões anualmente! A gravadora Line Records, por exemplo, cresceu 156% em faturamento só no ano de 2008, segundo um estudo feito pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.) 
O mercado evangélico cresceu 30% no ano de 2009. Enquanto a industria fonográfica secular tem encolhido 20% ao ano, o gospel cresce 30% ao ano.
Temos visto noticias de diversos cantores não evangélicos que estão procurando fazer musica gospel para entrar neste rendoso mercado!
A revista Veja chegou a classificar o segmento de musica gospel como um mercado que não conhece crise”, por ser pouco afetado pela pirataria moderna e pelo compartilhamento de mp3 na Internet.
Muitos dos cantores gospel seguem os mesmos métodos de gravação, produção, de linguagem popular e de distribuição que os cantores seculares. Recentemente a Som Livre se interessou em distribuir os CDs e DVDs do grupo Diante do Trono, o que significa que os produtos desse grupo estarão em prateleiras de venda que nunca estiveram antes. Essa tendência do mercado secular fechar contratos de distribuição com gravadoras de musica gospel está afetando cada vez mais o mercado, simplesmente pelo motivo da boa venda e pelo grande poder econômico deste gênero musical. 
Os grupos que não têm distribuidoras próprias para os seus discos, procuram vendê-los nas igrejas onde se apresentam, ou passam a investir em eventos cristãos, shows, conferencias e congressos de Adoração, afim de divulgar suas gravações, como acontece com o grupo Chevrolet Hall.

Preocupa-me:
2. A Finalidade
Embora muitos grupos ou cantores sejam sinceros, e se propõem a fazer um trabalho de ministério, muitos acabam na realidade se tornando verdadeiros empresários comerciais, envolvidos em um mercado que visa grandes lucros e a qualquer custo. A tentação é muito grande, e como o atrativo financeiro é descomunal, muitos deles acabam se tornado estrelas e celebridades, enquanto o ministério se torna apenas uma fachada
Preocupa-me a perda da nossa
3. Identidade Cristã
Não é saudosismo, mas antigamente era fácil de se identificar os crentes, pelo tipo de musica que cantavam. O canto religioso era algo diferente do que se ouvia fora das 4 paredes do templo. Hoje não há mais diferença. A justificativa de querer alcançar o mundo com a linguagem do mundo é muito polêmica. 
Até mesmo os grandes lideres da Reforma, como Lutero, Calvino e outros, não hesitaram em usar musicas populares conhecidas, para serem cantatas com textos religiosos. Naquela época, porem, as diferenças dos estilos sacro e profano eram bem sutis, e as musicas que foram usadas por eles eram sóbrias e reverentes, o que não acontece hoje em dia, pela associação tão visível com estilos de roqueiros e ídolos artistas populares, muitos dos quais totalmente envolvidos em drogas e sexo, que freqüentemente morrem ou se suicidam ainda jovens.

Cristo disse que devemos ser luzes, e que nossa luz precisa brilhar onde há trevas. 
Paulo descreve que nas regiões celestes, vamos ouvir aquilo que o ouvido nunca se ouviu!! (I Cor 2:9) Escrevendo aos Coríntios ele deixa claro que não há harmonia entre Deus e o maligno e escrevendo aos Efésios nos lembra que, em Cristo, já habitamos as regiões celestiais. (Ef 2:6-7) ) Nossa musica precisa refletir e soar agora, para o mundo ouvir a beleza e a harmonia desse ambiente glorioso e solene da presença de Cristo!

Preocupa-me:
4. O abandono à nossa rica tradição
Concordo plenamente que usemos musicas novas, cânticos de nossa terra e de irmãos de outros países. Mas não podemos ignorar, ou lançar fora a maravilhosa herança que recebemos através dos séculos, a partir da igreja primitiva. Cânticos de teologia rica, que solidificaram tudo o que cremos hoje, por terem sido inspirados na Bíblia, não podem ser esquecidos! Alem disso, esta é uma responsabilidade que esta geração tem, que é a de passar para os nossos filhos e netos, todas as coisas boas que recebemos dos nossos antepassados!

Preocupa-me:
5. A falta de uma teologia solida no papel didático nos cânticos
Os próprios teólogos afirmam que o povo aprende mais teologia e Bíblia através dos cânticos do que através dos sermões que ouve nos cultos. Se isto é verdade, então precisamos ter muito cuidado ao fazermos as escolhas dos cânticos. O pastor local deve ser o responsável para verificar o conteúdo teológicos dos textos, e zelar para que o povo não seja apenas expectador, mas que participe dos cânticos, para expandir e solidificar o seu conhecimento a respeito da sua fé.

Preocupa-me:
6. A falta de um treinamento musical e geral adequado (Teoria, Harmonia, Técnica Vocal, Historia da Musica, Português, etc)
O Espírito de Deus se manifesta muitas vezes através da musica e de suas palavras. Os profetas dos tempos bíblicos profetizavam ao som de instrumentos. Os poderes da musica são paradoxais, isto é, opostos. A musica tanto serve para nos encher do Espírito de Deus como serve, para nos encher dos espíritos do Maligno. Um exemplo bíblico disto ocorreu no tempo de Davi, que afugentava o espírito mau de Saul, com o toque de sua harpa solene. 
É verdade que Deus pode usar as coisas “que não são” para confundir as que “são”. Mas isto não é justificativa para o nosso louvor ser musica barata e pouco estética, porque nunca fizemos um curso serio e adequado de musica. Nem para cometermos erros terríveis em nossa língua. 
Cantamos que Deus é digno. Ele é digno do melhor louvor. Do louvor que nos custe algo de esforço, de preparo, de esmero, de capricho. Ele é merecedor e espera sempre o melhor de nós, como tantos exemplos bíblicos que conhecemos, das primícias, do filho primogênito. Alem de tudo, Ele merece um coração que lhe preste culto com simplicidade e pureza.

Preocupa-me:
7. A falta de reverência nos cultos
É o resultado claro da soma de tudo que falamos:
Nossa adoração tem de ser alegre, cheia de vida, mas em geral vemos muito exagero.
Em nossos dias há muito som ensurdecedor e muito ruído, o que dificulta muito uma introspecção profunda, necessária para um auto-exame e reflexão, no culto. No Velho Testamento há muitas passagens que falam a respeito da importância do silencio na casa de Deus (I Reis 6:7), (Hab. 2:20) Alem disso, segundo Paulo, a nossa moderação deve ser conhecida por todos! 
A musica pode criar ambientes de alegria e exultação, mas há muita euforia presente no culto que pode na realidade estar nos satisfazendo fisicamente, mas pode não estar glorificando a Deus. 
A musica é sem duvida uma das artes que mais influencia a atmosfera e o ambiente, fazendo-o próprio ou impróprio. Ela tem poderes paradoxais, que tanto podem ajudar a criar atmosferas reverentes como pode também criar ambientes de agitação, de confusão e de irreverência, o que é totalmente impróprio para o culto. Tudo depende do tipo de musica que se usa. É por isso que os músicos do culto precisam ser criteriosos e cuidadosos, para não criar atmosferas vulgares e inadequadas para a adoração. 
No Novo Testamento ha uma narrativa a respeito da irreverência na casa do Senhor, quando Cristo derrubou a mesa dos cambiadores e vendilhões que estavam na porta no templo. Ele disse: Tirai daqui estas coisas. Esta é uma casa de oração. (João 2.16)

Conclusão:
As preocupações são muitas, mas a Igreja é de Cristo. Temos a certeza de que Ele está no controle, mas não podemos ficar alheios ao que está acontecendo em todos os lugares onde Deus é adorado. 
Sabemos que Satanás está nos rodeando como um leão, para tragar e dispersar a Igreja de Cristo. Sabemos também que os últimos tempos serão tempos difíceis, e de grande apostasia. A musica certamente poderá estar contribuindo muito para isso. Nós que já vivemos muitos anos, podemos ver nestas mudanças que ocorrem hoje, um sinal claro de que o tempo do fim está se aproximando. 
O coração de muitos vai se esfriar. É de se esperar uma apostasia geral, conforme as Escrituras, e que a igreja chegue até a abrir mão de muitos de seus princípios e marcas tradicionais. Temos de estar atentos ao que Deus já nos alertou em sua Palavra!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

AS ONDAS DO EVANGELHO: Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil - Ebook


AS ONDAS DO EVANGELHO:  Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil é uma tese de mestrado de Ana Maria Suman Gomes, apresentada no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, e que teve por Orientador o Pr. e Prof. Israel Belo de Azevedo.
Ao longo das 236 páginas do trabalho, a autora faz um pormenorizado estudo sobre os primórdios e o desenvolvimento da presença evangélica no rádio brasileiro.

Para baixar o arquivo, CLIQUE AQUI

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Compartilhe a chama do Espírito Santo durante as Olimpíadas 2016


Falta apenas um dia para o início dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. No dia 05 de Agosto de 2016 a cidade Maravilhosa dará abertura aos jogos no Estádio do Maracanã. Segundo os dados divulgados pelo órgão organizador do evento, a expectativa é de que participem das Olimpíadas 2016 cerca de 12.500 atletas de 206 nações.
E com tantos representantes de nações reunidos, essa é uma ótima oportunidade de evangelismo.Durante o mês de Agosto, quando acontecerão os jogos, nós do Radar Missionário publicaremos matérias sobre agências missionárias que irão evangelizar e orar durante o evento, e é claro te convidar a participar de alguma forma desse momento de pesca das almas.
E se você quer convocar sua igreja à participar dessa olimpíadas de fé e ação, ainda da tempo, e para isso a Agência Malta (Missão Jovem Metodista), pode ajudar. Ela lançou em seu site o conjunto de “Ações Evangelísticas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos”. O propósito é dar suporte à todas as igrejas que desejam aplicar o projeto, respeitando a realidade e regionalidade de cada grupo, por isso todas as sugestões de trabalhos podem ser adaptadas para cada comunidade.
Entre o material de apoio disponibilizado, estão as edições do livreto “A jogada Perfeita”, além de folhetos e aplicativos disponíveis para download. Também é possível comprar a versão impressa do material. A Agência oferece ainda manuais para quem optar pela organização de festivais comunitários, sugeridos pela Fusion Brasil.
E essa não é a primeira vez que a Malta trabalha em um grande evento evangelizando. Ela já traz a experiência da Copa das Confederações e Copa do Mundo. Então se sua igreja ainda não se mobilizou para esse evento, junte-se no evangelismo. Entre no site da Malta e veja como participar.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Evangelização de Grupos Específicos




Definição

Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e marginais.

Removendo os preconceitos

Para evangelizar viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e outros, temos que vencer preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da integração dos que se converterem.
Geralmente, o crente, em alguns casos por falta de treinamento, tem a tendência de evitar pessoas que vivem na prática de certos pecados socialmente condenáveis.
Todos procuram evitar os viciados, até mesmo por receio de serem influenciados ou até de serem apanhados pelas autoridades.
Em alguns casos, podemos chamar essa reação de preconceito. Em outros casos, temor. Até certo ponto, isto é justificável, mas não totalmente. Pelo menos o evangelista tem que pagar o preço e entender que tais pessoas estão na lista dos pecadores que Jesus Cristo veio "buscar e salvar" (Lucas 19:10).
Mas o problema não tem que ser encarado só pelo evangelista. Ele é de toda comunidade evangélica e eclesiástica. E o que é mais sério ainda, quando um ex-viciado ou qualquer outro tipo dessa classificação, depois de integrado a igreja, comete um escândalo, todos procuram livrar-se dele.
Para encararmos a evangelização dessas pessoas, temos que reformular nossos conceitos sobre pecado, salvação e vida cristã. Temos que entender que certos pecadores enfrentam mais dificuldades de se recuperarem do que outros. Assim são os viciados, que são portadores de dependências e precisam de amor e compreensão. A comunidade e o povo em geral precisam saber que uma igreja evangélica seja ela de que denominação for, não é uma comunidade perfeita. Mas todos somos pecadores recuperados ou em processo de recuperação.
Às vezes, ficamos querendo dar atenção à sociedade e descuidamos das almas preciosas que precisam ser salvas.
Nas instituições de internamento, a recuperação deles é trabalhada, realmente, com o evangelho. Há reuniões todos os dias e a mensagem da palavra de Deus é o remédio de cada dia. No entanto, nossas igrejas geralmente realizam poucos cultos na semana e o irmão ex-viciado fica sem atividade e isto é muito perigoso para sua vida cristã que não raro, tem que lutar com cicatrizes de feridas recentes.
Além disso, esses novos crentes precisam ser acompanhados com amor e compreensão. Eles não podem sentir-se marginalizados ou rejeitados ou tratados com desconfiança.
Precisamos conviver com eles sem temor e sem receios. Eles não são diferentes de nós mesmos, que também fomos resgatados dos nossos pecados.

Contexto de abordagem

Quando abordar pessoas dessa classe? Onde abordá-los? Como abordá-los? Aqui temos que trabalhar com duas possibilidades ou etapas.

Na primeira etapa, pessoas dessa classe poderão ser abordados no contexto comum da comunidade. Pode ser na rua, numa loja, numa escola ou até mesmo em uma crise em que sejam alcançadas, eventualmente, pelo evangelista.
A segunda etapa seria numa entidade de internamento. Pode ocorrer que comece aqui o trabalho de evangelização. Para essas entidades são levadas pessoas já evangelizadas e convertidas e pessoas ainda não evangelizadas.

Abordagem das entidades de internamento

1º - Problemas já conhecidos

Nessa etapa, a coisa é diferente de uma abordagem comum. Aqui cada um já é conhecido pelo seu problema: se homossexual, ou se é viciado ou se é prostituta e outros.

2º - Ambiente de atividade

As instituições geralmente têm atividades programadas para o dia todo. Atividades físicas, mentais e espirituais. Nisso se incluem: trabalhos manuais e braçais; jogos de Inteligência e cultos. Tudo é feito num clima de liberdade, em que os internos aceitam voluntariamente as tarefas.

3º - Tratamento enérgico dos problemas

No ambiente deve haver muita franqueza, muito amor, mas muita energia. Há proibições para que sejam afastados da pessoa fatores que lembrem o seu vício. Ele participará de atividades físicas, mentais e aprendizado para sublimar sua situação.


4º - O remédio é a Bíblia

Dificilmente essas entidades fazem uso de remédio, o que só poderá acontecer em situações excepcionais de crise. Mas aqui a Bíblia funciona poderosamente. E a Bíblia aplicada é vida.
Quando começamos a entrar nesse campo, constatamos, com mais entusiasmo, que a bíblia, realmente, tem solução para todos problemas.

5º - Evangelização aberta e constante

Ninguém é obrigado, mas o plano da salvação é constantemente colocado para as pessoas nos cultos. As pessoas não são coagidas, mas fica sempre claro para elas que só Jesus pode mudar a situação delas, pelo poder do Espírito Santo. Foi isso mesmo que Jesus veio fazer neste mundo.

6º - O plano da salvação

O plano da salvação é o mesmo para qualquer tipo de pecador.

7º - O conceito de pecado e linguagem apropriado

Dos muitos conceitos segundo os originais bíblicos, dois são importantíssimos. O primeiro é que "pecar" é “errar o alvo". O ser humano, ao desobedecer às ordens de Deus, errou o alvo, o objetivo para o qual foi criado. O segundo conceito é que pecar é transgredir, é ultrapassar a cerca.
A vontade é controlada pela compreensão, mas a compreensão é afetada pela nossa mente. Como arrependimento é mudança de mente, operada pelo Espírito Santo por permissão da pessoa, ela tem que ser levada ao arrependimento para mudar a compreensão e controlar a vontade.

8º - O esquema da conversão

Tudo isso redunda na conversão genuína do pecador. A conversão ocorrerá com o pecador desde que, ouvindo a mensagem do Evangelho, resolva crer em Jesus como Senhor pessoal. Para pessoas em tais condições a compreensão do assunto ajuda no trabalho de recuperação, por isso o evangelista deve ser e estar preparado.

9º - A certeza da salvação

Acima de tudo, as pessoas que se convertem, devem ser trabalhadas no sentido de entenderem que estão salvos por Cristo. A pessoa poderá ter recaídas, mas isso não quer dizer nada. Ela pode se recuperar. E quanto mais firme for essa certeza, menos probabilidade terá de recaídas.

Integração

A integração dessas pessoas assume alguns aspectos especiais. Além das regras normais para integração de novos crentes, precisamos atentar para os seguintes pontos:

1º- A preparação da igreja

As igrejas nem sempre estão preparadas para receber pessoas egressos das drogas, da prostituição, do homossexualismo e do alcoolismo. Assim, a igreja deve ser preparada. A integração neste caso começa com a igreja.

2º - A preparação do novo crente

O novo crente desta área também deve ser preparado. Ele tem que estar consciente do fato de que vai entrar num ambiente especial. Os pecadores convertidos são todo ex-pecadores perdidos e devem estar preparados para mudar. Mudança é a palavra de ordem ao longo de toda nossa jornada cristã. Quem não aceita a mudança é porque ainda não se converteu, de fato.

3º - Tratamento das causas dos problemas

Uma das dificuldades da integração de pessoas nesta área são recaídas. Muitas delas, depois de estarem ligadas a igreja, voltam a cair no pecado em que viveu antes.


O Evangelista

O evangelista habilidoso terá que ouvir constantemente a história de vida dessas pessoas. É um longo e cansativo trabalho, até que chegue a origem do problema, e a partir daí trabalhar para remover as causas.

Causas

Os viciados tinham problemas familiares: falta de carinho ou carinho de mais; em alguns casos, eram rejeitados; em outros, eram filhos de casais separados, e daí enveredaram-se pelo mundo da droga para fugir da dura realidade da vida.
As prostitutas, muitas delas, caíram nesse tipo de pecado por razões econômicas. É possível ter havido outras causas, até mesmo drogas, mas, em geral, as razões econômicas costumam ser a principal causa.
Os homossexuais de um modo geral chegaram a situação por má educação. Alguns foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos. Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são muitos, segundo os melhores especialistas.
Os alcoólatras estão incluídos nas classificações gerais dos viciados. Muitos deles se refugiaram na bebida para fugir de problemas familiares, problemas financeiros, decepções, frustrações, desastres econômicos, etc.
O evangelista muitas vezes, terá que se envolver em um trabalho com familiares. E será sempre bom ouvir familiares.
O trabalho será não só de tentar remover a causa ou afastá-la da pessoa, como também preparar a pessoa mentalmente para superá-la. A vida de fé em Cristo é o melhor remédio para esse tipo de problema.
Deverá, portanto, haver um acompanhamento programado e intenso.